Mais de 6,1 milhões de mamografias já foram realizadas em Portugal
O cancro da mama continua a ser o cancro mais diagnosticado nas mulheres em Portugal. Segundo os dados mais recentes do Global Cancer Observatory (GLOBOCAN), registam-se anualmente mais de 9.000 novos casos e cerca de 2.000 mortes associadas à doença no país.
Perante esta realidade, o rastreio continua a assumir um papel determinante na deteção precoce. De acordo com a Liga Portuguesa Contra o Cancro, já foram realizadas mais de 6,1 milhões de mamografias entre 1990 e 2024, permitindo encaminhar cerca de 36 mil mulheres para diagnóstico e tratamento hospitalar.
Rastreio alargado a mais mulheres
Desde 2025, o Programa Nacional de Rastreio do Cancro da Mama passou a abranger mulheres entre os 45 e os 74 anos, quando anteriormente abrangia apenas a faixa etária dos 50 aos 69 anos. A expectativa das entidades responsáveis é conseguir rastrear cerca de 1,5 milhões de mulheres em três anos, aumentando significativamente a cobertura nacional.
Esta medida segue as recomendações europeias e reforça a aposta na deteção precoce, considerada uma das formas mais eficazes de reduzir a mortalidade associada à doença.
Mais capacidade de resposta em 2026
Em março de 2026, a Liga Portuguesa Contra o Cancro inaugurou um novo Centro de Rastreio do Cancro da Mama em Lisboa, com capacidade para realizar cerca de 100 exames por dia. A nova infraestrutura deverá permitir rastrear mais 10 mil mulheres adicionais por ano, reforçando a capacidade instalada na região.
Em 2025, só na região Sul, foram rastreadas 131.424 mulheres, tendo 769 sido encaminhadas para diagnóstico e tratamento hospitalar após exames complementares.
Diagnóstico precoce continua a fazer a diferença
A Liga Portuguesa Contra o Cancro recorda que, quando o cancro da mama é diagnosticado e tratado precocemente, as taxas de cura podem ultrapassar os 90%.
Além da participação nos programas de rastreio, a adoção de estilos de vida saudáveis, a prática regular de atividade física e a atenção a eventuais sinais de alerta continuam a ser fatores importantes na prevenção e detecção precoce da doença.